terça-feira, 18 de junho de 2013

Algumas crônicas

Estas são algumas das crônicas produzidas pelos alunos do 2º ano da EEM José Tristão Filho. Conforme os alunos forem terminando de corrigir os textos produzidos, publicaremos neste espaço.


Namoro e complexidade
 
             Um namoro quando é sério é muito mais do que beijos e abraços e puxar o saco da sogra. É também uma lista de exigências que eu chamo de ''se você não fizer, outro faz''. Eu descobri que na teoria isso é fácil, já na prática... Bom, sem comentários.
          Uma das exigências da lista é estar sempre cheiroso e penteado. Poxa, não deve ser tão difícil assim. Eu saí de casa no horário de sempre para ir até a casa dela, quando no meio do caminho, o vento, que não é amigo de penteado, estragou o meu cabelo assanhando-o de tal maneira que eu parecia mais um homem das cavernas. E pra completar um vento com poeira, que me deixou fedendo a areia suja.
              É bom também levar sempre um ''agradinho'' para ela. Feliz, fui comprar uma trufa; tirei o meu ''real'' do bolso e descobri que  trufa havia aumentado para ''um e vinte”. Bom, fazer o quê? Pelo menos a minha sogra gosta de mim.

Rodrigo Cesar 2º A



O Treino de Capoeira

           Quinta-feira, cinco horas da tarde, já me preparo para mais um bom e maravilhoso treino de capoeira. Tudo parecia bem, quando eu vejo que meu abadá havia sumido. 'E agora como vou jogar capoeira sem minha calça?''.
      A partir desse momento eu enlouqueço, fico nos maiores berros de choro, até eu lembrar que havia outra calça guardada. ''Ufa'', pensei, agora eu vou poder jogar capoeira; não posso faltar, pois hoje é o dia que eu mais gosto, dia em que todos tocam instrumentos. E ver as carinhas de emoção de cada uma daquelas crianças não tem preço.
     As crianças adoram que a gente as ensine a tocar os instrumentos, essa é uma forma da gente passar para elas o que um dia nosso mestre nos ensinou, e compartilhar nossos conhecimentos com elas.

Vitória Régia 2º A


O valor de um sorriso

            Eu estava voltando para casa, quando de repente vi algo que me surpreendeu. Aquela senhora ali sentada em cima de papelões, no sol, cantando.
            Aproximei-me e a observei atentamente. Ela parecia tão feliz, mas ao mesmo tempo parecia tão gasta, precisando de ajuda e de comida. Naquele momento me deu uma pena e eu pensei:
 “como é que pode ela passar necessidade, morar na rua e ser tão feliz?”. Fiquei curiosa e me aproximei mais ainda. Era uma senhora tão simpática, que começou a conversar comigo:
            - Bom dia minha jovem, como você está?
Eu respondi:
            - Bom dia! Estou bem.
E ela disse:
            - A que devo a honra dessa conversa?
Eu respondi:
            - Não, é que eu achei curioso a senhora morar na rua e mesmo assim viver cantando, parece tão feliz. Como é que pode?
Ela disse:
            - Minha jovem, eu aprendi que mesmo com as pancadas da vida devemos erguer à cabeça e seguir em frente, não adianta chorar. Mesmo assim tenho fé que um dia eu vou melhorar de vida.
            Aquilo me comoveu profundamente. Paguei-lhe uma quentinha e ela saiu feliz da vida.

Raysa 2º A

                          
 Um dia muito louco


       Foi um dia como os outros, eu estudava na cidade      de Redenção. Eu acordei às 05h30min da manhã, tomei um banho,         escovei os dentes, tomei o café e saí para ao ponto de transporte. Eu cheguei no colégio às 6:45h, estava todo legal. Eu       nunca pensei que aquilo ia acontecer comigo. 09h30min, recreio.       Fui lanchar. Terminando de lanchar, bati um papo com os parceiros que estavam sentados no pátio.
         Às 11:00h, eu agradeço a Deus por ter acabado a aula. Fui até a casa de um amigo. Ao sair da casa dele, acabei deixando meus livros lá. Na volta, não fui para o ponto de transporte no centro     de Redenção, fui para outro ponto perto da estátua da negra. Foi aí que eu tive uma surpresa: dois caras vieram falando “passa tudo o que você tem”. Eu só tinha o da passagem, foi quando eles se revoltaram e me agrediram. Fui lesionado      nos braços, peitos e na barriga. Comecei a correr e eles vieram atrás,      mas eles cansaram desistiram.
      Eu andei 13 km, chegando em casa às 2:00h da tarde      muito doido. Mudei de escola, da Saraiva Leão para o José Tristão Filho. A vida sempre nos dá uma rasteira.



     Jhonatan Cavalcante da Silva 2º E



Produção dos fanzines


Os alunos já começaram a produção dos fanzines. Em breve faremos as cópias para a distribuir. Também os escanearemos e postaremos aqui para quem queira baixar. 




sexta-feira, 14 de junho de 2013

Olá, neste mês retornamos ao Expresso Letra e Arte. Começaremos com uma oficina de produção de crônicas que serão publicadas aqui e em fanzines elaborados pelos alunos da E.E.M. José Tristão Filho, em Guaiúba-CE. Aguardem! Se você não sabe o que é um fanzine e nem como fazer um, assista ao vídeo abaixo: